quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A realidade do futebol brasileiro

Infelizmente, ou não, na cabeça de milhares de pessoas, a situação do futebol é completamente outra. A maioria pensa que todos os jogadores são “estrelas”, vivem na fama, ganham “rios” de dinheiro, tem-se as mulheres que querem e etc. Mas a realidade não é exatamente essa.

Criaram-se uma espécie de “futebol-maravilha”, com o projecto de que todos os atletas são bem sucedidos no meio futebolístico, o que é a maior quimera.

Dos jogadores que entram na escolinha poucos conseguem se tornar profissionais, e destes poucos, é também pequeno o número daqueles que serão bem sucedidos, estima-se que mais de 80% dos jogadores profissionais recebem em média de 1 a 3 salários mínimos e somente cerca de 5% a 7% recebem mais de 20 salários mínimos.

Fora o risco que muitos também comentem, com a cabeça focada somente em se tornar um jogador profissional, a maioria para de estudar, não percebendo que a carreira escolhida é extremamente curta e concorrida. Eles consideram que, para se aprender a jogar futebol não é necessário estudar, pois a aprendizagem se dá na prática, através da constante repetição dos treinamentos.

Portando, essa ideia construída no imaginário brasileiro é puro mito, muitos atletas passam por dificuldades, não conseguem alcançar seus objetivos, e por falta de estudos, futuramente, nem um bom emprego conseguem. Conforme o pesquisador Paulo Favero da USP, (Universidade de São Paulo): De todas as crianças que jogam futebol na rua, só uma vai virar o Ronaldinho. As pessoas costumam pensar o jogador de futebol como um cara que ganha bem, é famoso, conquista as mulheres. Mas, no fundo, a maioria não vai nem conseguir emprego. [...] O futebol é uma profissão em que o mercado não cresce. Não existem mais empregos. E, se um jogador está em um clube bom, é porque existem muitos outros em clubes ruins. (FAVERO, apud MARQUES, 2006, p. 1).

E é claro que todos esses dados, foram recolhidos de todos os jogadores inscritos na confederação, e não só aqueles que participam dos campeonatos da série A e B – os mais visados. De acordo com os dados do Sindicato de Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul mostram que, em 2003, existiam no País cerca de 22.000 jogadores de futebol profissional. Destes, algo em torno de 3.500, estavam empregados e 18.500 se encontravam desempregados. Dentre aqueles, 85% ganhavam salários de, no máximo, 3 salários mínimos mensais; 13% ganhavam até 20 salários mínimos mensais e apenas 2 % ganhavam acima deste valor.

Já nos dados divulgados pela CBF mostram que existiam cerca de 22 mil atletas contratados por cerca de 800 clubes em nosso País no ano de 2000. No entanto, se considerar-se que apenas 50 clubes têm atividades o ano inteiro (participam de competições oficiais nos dois semestres do ano), pode-se concluir que há um número grande de atletas desempregados.

É claro que, ninguém quer largar “tudo”, distanciar da família, fazer treinamento puxado, para ser apenas jogador de categorias não muito visadas e que não lhe trará muito retorno financeiro. Todos possuem na cabeça a fantasia de que o futebol poderá trazer uma melhor condição de vida para si e seus familiares. Mas na prática, a facilidade de se ingressar no mesmo e se tornar um jogador de sucesso é muito difícil de acontecer. Tem de ser um grande jogador e é claro ter muita, mas muita sorte.

Dados a partir de uma pesquisa feita por Francisco Xavier Freire Rodrigues.

3 comentários:

  1. Fique desde já a vontade!!!

    Fico muito feliz por ter gostado de meu espaço e meu trabalho!!

    Sorte e força sempre!

    Felicidades MIL!

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  2. Olá Roberta

    Belo texto.

    Fiquei muito feliz pela indicação aqui nos seus parceiros, esteja certa que retribuirei.

    Bjs

    http://deolhono-lance.blogspot.com/

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