segunda-feira, 9 de abril de 2012

Atlético-MG começa bem, mas cede empate ao Cruzeiro

Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentaram pela primeira vez no ano pelo penúltimo jogo da fase de classificação no Campeonato Mineiro. Confusões, faltas, gol duvidosos, já era de se esperar e contribuíram para mais adjetivos em um grande clássico.

Depois do primeiro apito, antes mesmo de completar dez segundos, houve falta em Montillo. Muita pressão da equipe celeste, muitas brigas, cotovelada, braços pra cá e pra lá, foi difícil conter a violência já no início do jogo.

Cruzeiro escalou o seu time com três atacantes, Wallyson e Wellington Paulista pelas laterais e Anselmo Ramon centralizado, mas foi o time alvinegro quem chegou mais vezes ao ataque. Com marcação forte e não deixando espaços para a equipe azul, o Galo foi superior em todo o primeiro tempo. O time celeste jogando em um esquema tático não tão usual como o 4-4-2, perdeu muito o seu meio de campo, os seus laterais ficaram totalmente perdidos, e se não há ligação desde a linha de defesa, no ataque, fica praticamente impossível de atuar.

Enquanto do outro lado, a equipe alvinegra, comandada pelo técnico Cuca, colocou seus zagueiros para marcar cada atacante adversário e deixou seu lateral Marcos Rocha livre para atacar, fazendo um esquema tático brilhante e inibindo todas as formas do Cruzeiro de se chegar ao ataque. Assim, aos 23 minutos, fez seu primeiro gol de peixinho com o atacante Danilinho, e aos 38, numa jogada de Guilherme, ex-Cruzeiro, Danilinho fez assistência e André empurrou pra dentro das redes.

No segundo tempo, Vagner Mancini fez alteração na equipe azul, tirou Marcos, que muito nervoso no jogo não acertava nenhuma bola, para a entrada de Éverton e tirou Wallyson, pouco participativo, e colocou Roger.

O segundo tempo foi outro para o Cruzeiro, que fez a primeira etapa bem abaixo da média. Roger, como de praxe, muito bem em clássicos, fez a maioria das jogadas, colocou mais raça e mais vontade. Éverton trouxe mais movimentação, e aos 8 minutos, numa jogada espetacular de Montillo, Anselmo Ramon perde um gol na cara. Para muitos, aquele não seria o dia do Cruzeiro, era azar demais, mas quem não faz, pode fazer depois, e com insistência e competência, Anselmo Ramon aos 14 fez de cabeça e aos 22 minutos empatou o jogo.

Nessa altura, os jogadores atleticanos, sem saber controlar o psicológico, se perderam no jogo afrouxaram na marcação, e começaram a errar mais passes. Todavia, seguraram a pressão e permaneceram com o empate e com a liderança, 3 pontos a mais, do vice líder Cruzeiro.

Roger em resposta a provocação dos torcedores do Atlético-MG, relembrando o último clássico pelo Campeonato Brasileiro, vencido pelos Cruzeirense, por 6 a 1.

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