quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PARTE #4




ENTREVISTA Nº. 4
- Quando o sonho não é alcançado, desistência de ser jogador

Nome do jogador: André Felipe dos Santos Bobek
Idade: 19 anos
Posição: atacante
Primeiro time: Grêmio
Último time: Juventude

Começou a preparar pra ser jogador de futebol desde quantos anos? Preparei desde cedo, comecei a jogar futebol com 5,6 anos, mas comecei a atuar nas categorias de base com 13 anos.

Quando entrou para um time de futebol?  Eu comecei a jogar inicialmente em clubes de futsal e futebol na minha cidade, mas meu primeiro time grande foi o Grêmio de Porto Alegre, aos 13 anos de idade. Daí comecei minha carreira de verdade, jogando campeonatos importantes, treinos constantes, e levando futebol como trabalho.

Nisso, chegou a passar por quais clubes? Passei pelo Grêmio RS, Juventude RS, Grêmio RS de novo, São Jose RS, Criciúma SC, Seleção Paulista, Juventude RS de novo.

Quando viu que era o momento de desistir? O que mais pesou nessa decisão?
Vi no momento de desistir quando não conseguia mais dar sequencias em jogos, tive muitas lesões sérias, que acabaram me prejudicando nessa sequencia, e quando voltava a jogar, voltava mal recuperado, sem preparo físico e sem ritmo de jogo, sendo bastante exigido por ser uma ''promessa''. Com as constantes dores, preparo e recuperações inadequadas, acabei não rendendo o esperado, desanimei muito, ficava longe da família, sem jogar, e com dores, essa foi a maior dificuldade da minha vida profissional, a tristeza era tão grande que resolvi parar de jogar.

Mas essas lesões mais sérias aconteceram em qual clube? Como foi o tratamento do clube? Eu me lesionei a primeira vez no Criciúma SC, me recuperei em pouco tempo e voltei a jogar sem ter terminado o tratamento, fazendo com que eu pudesse voltar a me lesionar. Na Seleção Paulista tinha muitas dores consequentes desse mau tratamento, fazendo com que eu ficasse mais um tempo parado tratando. O tratamento desses clubes, principalmente em categorias de base, sempre foram abaixo do que realmente deveria ser, fazendo com que eu não tivesse um fortalecimento necessário para que pudesse voltar a jogar sem dores, e com confiança de não machucar.

E sua família, seus amigos? Como encararam sua decisão de largar o futebol? Minha família sempre apoiou todas as minhas decisões, desde o inicio ate o fim da carreira. Eles sempre queriam o melhor pra mim, os meus amigos de verdade não gostaram, tentaram me reanimar para que eu voltasse, me motivando.

 Qual é parte ruim do futebol, que a maioria de fora não vê? É aonde você sofre, por saudades da família, amigos. O psicológico afeta bastante. As dores consequentemente vêm, sem contar necessidades que você vive em concentrações e tudo mais. 

E hoje? Qual é o seu objetivo? Hoje eu sou estudante de administração, e pretendo seguir a carreira do meu pai nos negócios dele, aprender bastante e me qualificar nesse ramos administrativo. 

Se você perdeu as outras edições, confira-as aqui:
PARTE 1 - MARCELO PASSOS
PARTE 2 - CAÍQUE RIBEIRO
PARTE 3 - DILL FINAMORE 

2 comentários:

  1. Olá Roberta, tudo bem? bem legal seu blog
    Tenho um blog que fala sobre os grandes de São Paulo.
    Se puder faça uma visita e deixe um cometário sobre o que achou. Posto quase todos os dias.
    grandespaulistasfutebol.blogspot.com
    Abraços

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  2. Tudo sim e você?
    Pode deixar!!
    Obrigada pela visita.. volte sempre!!

    ResponderExcluir

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