quarta-feira, 1 de maio de 2013

VIDA DE BOLEIRO - LUCAS MOURA

Ela e o Futebol: Você começou na Escola Marcelinho Carioca do Futebol, com 5 anos de idade, por onde permaneceu por seis meses. Depois foi jogar futebol de salão no Clube de Santa Maria, em São Paulo e como havia muitas crianças com o nome de Lucas, recebeu um apelido e passou a ser chamado de “Marcelinho”, devido à leve semelhança com o ex-jogador do Corinthians. Essa comparação te incomodava?
Lucas: Era uma comparação normal, e até eu chegar ao profissional não me incomodava, mas quando eu cheguei ao time de cima, começou a dar problema por conta da grande rivalidade que existe. Esse foi um dos motivos da minha decisão de mudar e também porque eu não queria ser comparado com ninguém, eu queria ter a minha própria identidade e usar o nome que os meus pais me deram. Conversei com o diretor, fiz esse pedido, eles acharam bacana e fiz essa mudança.

EF: Aos 10 anos de idade, foi jogar nas categorias de base do Corinthians, o primeiro time profissional expressivo que treinou. Porque começou a treinar no Corinthians, foi indicado por alguém ou foi uma preferencia pessoal, da família?
L: Naquela época eu era muito novo ainda, não tinha contrato profissional. Então quando eu jogava no Juventus, surgiu esse convite do Corinthians e eu quis aproveitar essa oportunidade, por ser um time de expressão e ter uma visibilidade maior, foi apenas uma escolha profissional.

O relacionamento com o Corinthians começou a ficar complicado por questões de falta de estrutura, rescindindo o contrato. Convidado pelo São Paulo FC foi visitar o Centro de Treinando em Cotia, com quase 14 anos de idade e permaneceu até os 18 anos de idade. O clube logo recolheu os benefícios do seu investimento no jogador. Em 2010, Lucas tornou-se campeão da "Copa São Paulo de Futebol Júnior"  e foi o destaque da competição. Lucas se tornou um jogador profissional como um meia direita, em agosto de 2010.

EeF: Você fez sua estreia no profissional no dia 3 de agosto, em Curitiba, numa partida do Brasileiro contra o Atlético/PR empatada por 1x1. E seu primeiro gol contra o Atlético/MG em Ipatinga, numa vitória por 3x2. Você ainda se lembra de sua estreia e de seu primeiro gol? A emoção?
L: Minha estreia foi um dia que eu jamais vou me esquecer. O Milton Cruz me chamou para viajar com o time para Curitiba. Enfrentamos o Atlético-PR. Entrei no segundo tempo, no fim da partida. Fiquei com aquele frio na barriga né, normal (risos). Nunca vou esquecer, assim como do meu primeiro gol, diante do Atlético-MG. Além de ter sido meu primeiro gol, foi uma partida muito difícil e conseguimos uma grande vitória fora de casa. Lembro que naquele jogo, eu e o Rogério comemoramos muito com a torcida depois que a partida terminou. Dois acontecimentos especiais pra mim, realização de um sonho, difícil descrever a emoção, é uma alegria enorme.

EF: Seu inicio como profissional foi com o comando do treinador interino, Sérgio Baresi, que como Milton Cruz (treinador temporário anterior que substituiu Ricardo Gomes), lhe deu a oportunidade de participar dos jogos oficiais. Como que foi e como é a sua relação com esses dois treinadores? Que acreditaram em você, mesmo ainda tão jovem?
L: Com o Baresi, eu trabalhei na base, ele me conhece muito bem e fomos campeões da Copa São Paulo de 2010. Então ele sabia que podia contar comigo, mesmo com a pouca idade. Encarei o desafio e agradeço a ele pelas oportunidades, foi uma pessoa muito importante para mim. Agradeço ao Milton também, que me levou para o jogo de estreia e sempre conversou comigo. Todo tempo que fiquei no São Paulo, foi uma pessoa muito parceira e nos damos muito bem até hoje, estou sempre falando com ele. São duas pessoas que jamais vou esquecer.

Depois que Carpegiani tornou-se o técnico da equipe do São Paulo, Lucas passou a ter mais oportunidades para jogar e mostrar o seu talento. Tornou-se mais requisitado e alvo de discussão entre os presidentes de Corinthians e São Paulo. O presidente do Corinthians acusou o São Paulo de ter tomado o jogador de seu clube, que na verdade não aconteceu (de acordo com o depoimento prestado pelo Sr. Jorge) e de acordo com Lucas pela explicação em uma entrevista a "Folha de São Paulo". Depois de participações excelentes em várias partidas, a Fifa destacou Lucas como o jogador revelação do ano de 2010. A renovação de seu contrato com o São Paulo foi em fevereiro de 2011. E sua trajetória na Seleção Brasileira começou em 2010 num amistoso contra a África do Sul.

EF: Em 2011 voltou a Seleção Brasileira, convocado pelo técnico Ney Franco, para participar do torneio sul-americana sub-20 e fez jogos e gols incríveis ao lado de jogadores como Neymar, Oscar, Cassemiro, consagrando-se campeão. Você acha que o ótimo desempenho com a sub-20 foi o fator que o fez deslanchar profissionalmente e ter mais visibilidade?
L: Aquele campeonato foi especial. Tínhamos uma ótima equipe e conseguimos colocar o Brasil nas Olimpíadas. Nunca vou esquecer aquela competição, a final que fiz 3 gols e fui capitão, sem dúvidas, foi perfeito! Foi importante aquele torneio, pois voltei ao São Paulo mais preparado para corresponder todas as expectativas que tinham no meu futebol.

Fechou contrato com o PSG (Paris Saint Germain) da França, numa transferência de aproximadamente 43 milhões de reais, onde começou sua carreira na Europa. Fez seu último jogo com a camisa do São Paulo na Copa Sul-Americana em que foi campeão. Com Lucas, o São Paulo registrou bom rendimento. Dos 128 jogos realizados com ele em campo, o time venceu 69, empatou 29, e perdeu 29 vezes. O aproveitamento foi de cerca de 61%.  

EF: Dá aquela saudade de São Paulo e do São Paulo Futebol Clube? Está cedo ainda, mas quando voltar ao Brasil pensa em voltar somente para atuar no São Paulo novamente ou outros clubes possam lhe interessar?
L: São Paulo é um clube que eu tenho um carinho enorme. Tudo que conquistei até hoje eu devo muito ao São Paulo. Um clube que cresci lá vivi grandes momentos e tenho muitos amigos. Neste jogo contra o Atlético-MG pela Libertadores me deu muita saudade. O Morumbi estava muito bonito. Acabei de chegar da Europa e tenho muito que conquistar aqui. Sou novo e tenho um caminho longo pela frente. Quem sabe no futuro, eu não possa voltar para o São Paulo, né. Sem dúvidas tenho vontade de voltar um dia, mas está muito cedo.

EF: Como é a vida na Europa? Ficar longe dos amigos, da família?
L: Não é nada fácil ficar longe da família, dos amigos, de tudo o que estava acostumado. Sinto falta de tudo. Mas a minha adaptação está sendo mais rápida do que eu imaginava. Minha mãe está morando aqui comigo e isso está sendo muito importante para mim. Meu pai e meu irmão vêm de vez enquanto e posso matar a saudade. E também estou num lugar maravilhoso, fazendo novos amigos, isso também ajuda. A distância é complicada, mas procuro falar sempre com as pessoas que gosto e que fazem parte da minha vida. Nada vem fácil, se quero alcançar os meus objetivos eu tenho que enfrentar essas coisas.  

EF: Há a ideia generalizada que os campeonatos, a estrutura nos clubes da Europa é melhor se comparada ao Brasil. Você vê essa diferença? Ou acha que não é bem assim, que a imagem transmitida está distorcida? E se há diferença, seja em questão de calendário, CT, estrutura dos Clubes, em sua opinião, o que o Brasil pode fazer para melhor o futebol?
L: Essa é uma questão meio delicada de responder, prefiro deixar em branco.

EF: Quais suas expectativas com a Seleção Brasileira, no comando do técnico Felipão, para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo?
L: Minha expectativa é a melhor possível. O Brasil tem grande jogadores e dentro de casa, tem tudo para fazer uma grande Copa das Confederações. É um grande objetivo que eu tenho na minha carreira, vou sempre dar o meu melhor no PSG para ser convocado, quero fazer história na Seleção. O Felipão começou um trabalho novo e É um treinador experiente que conquistou títulos por onde passou. Levou o Brasil ao último titulo mundial e saberá um grupo forte para colocar a Seleção novamente no caminho das conquistas.

EF: Gostaria que deixasse uma mensagem para os seus fãs, finalizando essa entrevista.
L: Apenas gostaria de agradecer o carinho que sempre tiveram comigo, isso é uma inspiração muito grande para mim. Dizer que eu sempre estou lendo as mensagens que me mandam no twitter, facebook, e fico muito contente por não terem esquecido de mim e estarem sempre me mandando uma mensagem de apoio, de força e motivação. Esse carinho, reconhecimento e admiração das pessoas pelo seu trabalho e principalmente pelo o que você é, não tem preço!!!

6 comentários:

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  2. Parabens Roberta, ta muito legal.


    Att,

    Marcelo trance

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  3. Roberta, faz uma entrevista com Zlatan Ibrahimovic e me chama :)

    facebook- Allan Barros

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  4. Lucas é um excelente jogador! Tô acompanhando todas as suas partidas no PSG, e vc tá brilhando demais, pode ter certeza q nos luketes estamos orgulhosas ! Você deve tá sentindo saudades da familia, dos amigos, mas ai na Europa vc tem uma chance maior de se tornar o melhor do mundo ! Te amo coruja !

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  5. Lucas como sempre atencioso com os fãs..e dizer que um dia quer voltar a jogar no São Paulo, só nos deixa ainda mais feliz! <3 L

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  6. Meu ídolo perfeito como sempre,atencioso,humilde e carinhoso.Além de ser um otimo jogador.E é por tudo isso e mais um pouco que me conquista a cada dia,por isso tenho orgulho de dizer que eu sou LUKETE hoje e sempre.Te amo muito meu principe com cara de coruja.=)♥

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