quinta-feira, 11 de julho de 2013

TESTE CARDÍACO

Atlético consegue fazer 2 gols, leva jogo para os pênaltis, e goleiro Victor ajuda o Galo a chegar à final

Depois de tomar dois gols em Rosário, Argentina. O Galo foi ao Independência com  a missão de fazer 3 gols no Newell’s Old Boys para chegar a tão sonhada e inédita final da Copa Libertadores, ou pelo menos 2 gols e levar a partida para os pênaltis. Um placar muito vantajoso para os argentinos e difícil de ser batido, mas quando se trata de um jogo de volta, onde o estádio é o Independência, a famosa frase dita pelos atleticanos “caiu no horto, tá morto”, tende a vingar. 

A noite de ontem foi mais um marco na história do Galo. Pude assistir ao jogo com vários atleticanos, e sentir de perto, a paixão que os cercam. Já no início do jogo, já dava pra ouvir os gritos, berros, choros de alegria. Bernard, meu caro amigo, que parece que já previa o futuro ao me mandar uma foto “partiu, fazer história”, aos 3 minutos, com passe do Ronaldinho Gaúcho, o craque atleticano, o menino de ouro do Galo, invadiu a área e mandou pra rede por baixo das pernas do goleiro Guzman, desestabilizando os argentinos com um gol tão rápido.

Os minutos foram passando e a torcida ficava ainda mais com os nervos à flor da pele, afinal, faltava mais um gol. A partida ficou paralisada por 8 minutos, para atendimento ao goleiro argentino, depois de dividir bola com o Tardelli. Pra piorar a tensão, o juiz também não ajudava. Não dava falta pra equipe mineira, poupava os cartões amarelos, a torcida pedia, mas deixou de marcar penalidade máxima em cima de Jô. 

O segundo tempo prometia ser ainda mais dramático. A equipe argentina voltou melhor a campo, sem criatividade, os atleticanos viam, com o coração na mão, oportunidades do Newells marcar e sepultar por vez o sonho atleticano. Com um time que voltara apático, Cuca ousou na substituição tirando Pierre, colocando o ataque Luan. No minuto seguinte, por sorte (ou outra coisa, não sei!), parte da iluminação do Estádio apagou, paralisando mais uma vez a partida, onde os argentinos se mostravam em melhor desempenho. 

No tempo de paralisação, Cuca aproveitou para conversar com o time e orientar sobre os posicionamentos. Na volta, fez mais duas substituições, Alecsandro e Guilherme, no lugar de Tardelli e Bernard. Era definitivamente ir com tudo pra cima dos argentinos, para muitos torcedores, substituições bem arriscadas, mas deu certo.

O segundo gol saiu dos pés do pouco adorado pela torcida, o substituto Guilherme, que ficou com a sobra na entrada da área, após corte mal feito pela zaga argentina, Guilherme chutou forte, acertando o canto esquerdo do goleiro Guzman. O gol heroico, milagroso, e esperançoso. A torcida vibrava e chorava. A disputa ia para os penaltis. Era mais uma chance do Galo chegar a tão inédita final, já que o máximo que já tinha conseguido, era chega a uma semifinal na Libertadores.

Na cobrança dos pênaltis, Alecsandro e Guilherme converteram para o Atlético, Scocco e Vergini marcaram para o Newells. Jô foi o primeiro a errar, e acelerar os batimentos cardíacos dos atleticanos, mas o Newells também desperdiçou a chance com Casco, Richarlyson chutou pra fora, mas Cruzado, para os argentinos, também.

Foi à vez do maestro Ronaldinho, que com tranquilidade, converteu a penalidade. Mas Maxí Rodriguez, um dos jogadores mais importantes do time argentino, ao fazer a cobrança, teve seu alvo defendido pelo goleiro Victor. 3 a 2 nos pênaltis, e o Galo carimba seu passaporte à final. Praticamente o alvinegro está com uma mão e meia na taça, já que seu próximo adversário, Olimpia, é bem inferior. Mas não existe jogo ganho, né. Vamos ver...

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